Importar produtos para a Tray usando um ERP

Para importar produtos para a Tray usando um ERP, confirme a compatibilidade da integração, defina de onde virá o catálogo e revise códigos, variações, imagens, preços e estoque. Depois, faça um envio piloto antes de transferir todos os itens.

Na perspectiva da loja, os produtos estão sendo importados. No painel do ERP, a mesma ação pode aparecer como exportação ou envio para o canal de venda.

Essa diferença de linguagem parece pequena, mas ajuda a escolher o procedimento correto. Também é importante distinguir criação de produtos, vínculo entre registros existentes e atualização de informações.

Neste guia, você vai entender o que conferir antes de conectar o catálogo à operação da Tray e como validar o resultado sem depender apenas da mensagem de envio concluído.

Integração não significa sincronização completa de tudo

Um conector pode enviar determinados campos, receber pedidos e atualizar preço ou estoque. Isso não significa que todas as informações serão sincronizadas continuamente.

Cada ERP tem sua implementação, requisitos e regras. O comportamento pode depender da configuração e do vínculo entre os produtos.

A Tray mantém uma orientação sobre integração com ERP. Para executar, consulte também a documentação do sistema escolhido.

O objetivo é confirmar três pontos: o que pode ser enviado, o que será atualizado depois e o que continuará sendo administrado na loja.

Essas definições devem existir antes de ativar rotinas automáticas.

1. Identifique onde os produtos já estão cadastrados

Existem cenários diferentes: produtos apenas no ERP, apenas na Tray ou nos dois sistemas.

Quando o catálogo está no ERP e a loja ainda não tem esses registros, o caminho pode ser exportar produtos para o canal.

Quando os mesmos itens existem nos dois ambientes, o trabalho pode exigir vinculação, em vez de criação novamente.

O guia de integração Tray do Bling diferencia cenários de importação, exportação e vínculo.

Escolha o fluxo correspondente à sua operação. Executar procedimentos diferentes sobre os mesmos itens sem planejamento pode criar duplicidades e dificultar as atualizações.

2. Defina o sistema responsável por cada informação

Decida onde serão alterados preço, estoque, descrição e imagens. Não é necessário que todos os campos tenham a mesma origem.

Uma operação pode controlar estoque no ERP e manter conteúdo comercial na loja, desde que o conector permita esse arranjo.

O importante é saber quais ações sobrescrevem informações. Uma edição correta na Tray pode desaparecer se o próximo envio substituir o campo.

Registre a responsabilidade e informe a equipe. Quem atualiza catálogo precisa conhecer o efeito da integração.

Sem essa definição, os sistemas podem alternar valores e gerar a impressão de que um dado muda sozinho.

3. Confira acesso e compatibilidade do conector

Verifique se a integração atende à conta, ao plano e aos recursos necessários. Confirme também quais permissões serão concedidas.

Use o procedimento oficial do ERP e da Tray para autenticar. A conexão deve ser feita na loja correta, especialmente quando a empresa administra mais de um ambiente.

Confira o identificador do canal e as configurações relacionadas a ele. Uma credencial válida não comprova que o destino está correto.

Se houver ambiente de teste, entenda suas limitações antes de usá-lo como referência.

Documente quem administra a integração e como acionar suporte. Esse responsável será importante para resolver falhas de autenticação e configuração.

4. Revise SKUs e identificadores antes do envio

SKU é um código utilizado para identificar o item na operação. Ele não deve ser confundido automaticamente com o ID gerado pela plataforma.

Mantenha códigos únicos e consistentes, principalmente para variações. Dois itens diferentes com o mesmo SKU podem causar reconhecimento incorreto.

O Bling informa que o ID na loja estabelece vínculos de estoque e preço em sua integração.

Preserve a relação entre código do ERP, código da loja e referência operacional. Ela ajuda a investigar erros.

Evite alterar códigos em massa depois de iniciar a sincronização sem avaliar as consequências para pedidos e demais canais.

5. Trate duplicidades antes de criar registros

Compare o catálogo existente no destino com os itens do ERP. Nomes semelhantes não são suficientes para decidir se representam o mesmo produto.

Use códigos e características para confirmar a correspondência. Separe casos duvidosos para revisão manual.

Se um produto já existe na Tray, verifique o procedimento de vínculo disponível no conector. Não presuma que o sistema fará a associação sozinho.

Em um exemplo hipotético, um item cadastrado por planilha pode receber outro registro quando é exportado pelo ERP sem vínculo.

O resultado são duas páginas, estoques ou referências para a mesma mercadoria. Identificar esse cenário antes é mais simples do que corrigir depois dos pedidos.

6. Confira produtos simples e variações

Revise a estrutura de produtos com cor, tamanho ou outras opções. Confira o vínculo entre o produto principal e cada combinação vendável.

Cada variação deve ter dados coerentes com sua operação, como código, estoque e preço quando aplicável.

Não use o saldo total do produto principal como substituto da quantidade por opção sem entender o modelo do conector.

Teste também como as opções aparecem na vitrine. Uma combinação pode estar correta no ERP e ser apresentada de maneira confusa na loja.

Escolha produtos representativos para o piloto, incluindo casos com diferentes quantidades de variações.

7. Analise kits e produtos com composição separadamente

Kits podem depender de componentes cujo estoque é compartilhado com vendas individuais. A disponibilidade do conjunto precisa refletir essa regra.

Confirme como o ERP calcula saldo e como o conector representa o produto na Tray. Nem todos os fluxos tratam composições da mesma forma.

Não transforme um kit em item simples apenas para conseguir enviá-lo sem avaliar a operação posterior.

Teste venda do conjunto e venda de um componente. Observe o que acontece com estoque e reconhecimento do pedido.

Se a regra não estiver confirmada, mantenha o caso fora do lote inicial e trate-o como uma dependência específica.

8. Revise nomes, descrições e características

O cadastro usado para gestão interna nem sempre é suficiente para apresentar o produto ao comprador.

Um nome abreviado pode funcionar no estoque e ser pouco compreensível na vitrine. Descrições precisam explicar medidas, materiais, uso e conteúdo da embalagem.

Confira quais campos o conector envia e se a formatação é preservada. Planeje complementações no destino quando necessário.

O guia da DevRocket sobre páginas de produto ajuda nessa revisão.

Não publique um catálogo apenas porque todos os registros chegaram. A qualidade das informações também precisa ser aprovada.

9. Faça a correspondência de categorias

Categorias do ERP podem ter uma lógica de gestão diferente da navegação comercial. Avalie a correspondência antes de exportar.

Confirme se o conector utiliza categorias existentes, exige vínculo ou permite uma categoria padrão. As regras dependem do sistema.

Revise hierarquia e produtos associados. Uma categoria genérica para todo o lote pode simplificar o envio e dificultar a compra.

Planeje filtros e características relevantes para a loja. Eles também precisam de valores consistentes.

Não altere a organização sem registrar o efeito nas URLs e na navegação, principalmente durante uma migração de plataforma.

10. Confira imagens e atualização posterior

Verifique se as fotos estão acessíveis e associadas ao item correto. Compare ordem, qualidade e imagens das variações.

No exemplo do Bling, a documentação de exportação para a Tray informa que mudanças de imagem exigem nova exportação para atualizar o destino.

Isso mostra por que envio inicial e atualização contínua são coisas diferentes. Confirme o comportamento do seu ERP para cada campo.

Preserve os arquivos e evite depender de uma hospedagem antiga que será encerrada.

Inclua o teste de alteração de imagem no piloto, observando também se o envio modifica outros dados do produto.

11. Valide peso, dimensões e unidades

Medidas incorretas podem gerar frete inadequado. Confira o significado e a unidade de cada campo nos sistemas.

Não presuma que ambos interpretam peso e dimensão da mesma maneira. Um valor correto com unidade diferente pode produzir um resultado errado.

Considere a embalagem utilizada para envio e as regras da operação logística. Registre o critério escolhido.

Teste o cálculo de entrega com produtos leves, volumosos e combinações relevantes.

Esse cuidado liga cadastro à operação: o catálogo não está pronto apenas quando aparece na página, mas quando permite calcular e atender a compra corretamente.

12. Escolha a tabela de preço adequada

Um ERP pode manter preço de custo, preço de venda e tabelas por canal. Confirme qual valor será enviado para a Tray.

Inclua condições promocionais na análise. Uma atualização posterior pode substituir uma oferta criada na loja, dependendo do fluxo.

Faça um teste de alteração controlada e confira o resultado. Não ative atualização automática antes de entender o efeito.

Registre quem pode modificar preços e como serão aprovadas campanhas.

Se houver diferenças entre canais, mantenha uma estratégia deliberada. A integração deve executar uma decisão comercial, não escolher o preço por acidente.

13. Defina depósito, saldo e reservas

Confira qual depósito alimenta o canal e como o ERP trata estoque físico, disponível e reservado.

O saldo de uma tela pode não representar a quantidade que a loja pode vender. Pedidos pendentes e separações influenciam essa leitura.

Teste entrada, saída e ajuste de estoque conforme os procedimentos do ERP. Verifique se as alterações aparecem no destino.

A atualização automática depende de regras habilitadas e vínculos corretos. Não trate autenticação como prova de sincronização.

Defina também como investigar divergências. A equipe precisa saber onde consultar o dado responsável antes de fazer uma correção manual.

14. Teste pedidos e cancelamentos

Enviar produtos não conclui a integração. Uma compra precisa voltar ao ERP com o reconhecimento correto dos itens.

Confira código, quantidade, preço, frete e situação do pedido. Verifique também qual momento movimenta o estoque.

A documentação de pedidos da Tray no Bling destaca a correspondência de SKU e configurações de status e estoque.

Teste cancelamento conforme o procedimento adotado. Evite baixa ou reposição duplicada por duas rotinas diferentes.

Valide o fluxo antes de permitir processamento amplo. Erros nessa etapa podem afetar emissão, separação e atendimento.

15. Execute um piloto com critérios de aprovação

Escolha uma amostra pequena e variada. Inclua produto simples, variações, imagens, categoria e um caso especial quando estiver confirmado.

Compare o cadastro antes e depois. Em seguida, altere preço e estoque de forma controlada para observar o comportamento.

Faça uma compra de teste compatível com os serviços usados e acompanhe seu processamento. Registre cobranças e ações necessárias ao encerramento do teste.

Defina critérios objetivos: ausência de duplicidade, códigos corretos, informação completa e pedido reconhecido.

Somente depois de corrigir problemas, avance para lotes maiores.

Como organizar o envio em lotes

Divida o catálogo por grupos que possam ser revisados. Registre quantidade prevista, horário de envio e resultado.

Não repita uma exportação sem entender a falha anterior. Um retorno incompleto pode exigir consulta ao destino antes de tentar novamente.

Preserve registros de erros e exemplos para suporte. Informações específicas facilitam o diagnóstico.

Após cada lote, confira casos prioritários e vínculos. A quantidade enviada pode ser diferente da quantidade criada ou atualizada.

Mantenha uma lista de pendências para produtos que exigem tratamento adicional. Eles não devem desaparecer do acompanhamento apenas porque o restante foi publicado.

Cuidados durante uma migração de plataforma

Se o ERP também atende a loja antiga, planeje como ocorrerá a transição entre canais. Não desative um fluxo sem considerar pedidos em andamento.

Defina atualização final de estoque e preço antes da abertura. As informações podem mudar durante a preparação.

Produtos enviados pelo ERP não resolvem automaticamente URLs, redirecionamentos, páginas institucionais e SEO. Esses elementos precisam de um plano próprio.

Também não presuma transferência de clientes ou histórico de pedidos pelo mesmo procedimento de catálogo.

Separe entregas e responsáveis para verificar cada parte da migração.

Exemplo de um problema evitável

Imagine uma camiseta com duas cores e três tamanhos. O ERP tem seis SKUs, mas a preparação usa apenas o código do produto principal.

O envio aparenta sucesso, porém o pedido não identifica corretamente a combinação escolhida. A equipe precisa corrigir o vínculo antes de ampliar as vendas.

O teste com uma única variação não teria mostrado todos os casos. Uma amostra representativa revela diferenças de estrutura.

O exemplo é hipotético. Ele mostra a importância de conferir produto, opção e fluxo do pedido como partes relacionadas.

Mantenha uma rotina depois da integração

Nos primeiros dias, acompanhe falhas, divergências e pedidos sem atualização. Defina quem consulta registros e quem aciona suporte.

Depois, mantenha uma revisão proporcional ao volume e à criticidade. Integrações também podem exigir manutenção após alterações de cadastro ou serviço.

Treine a equipe sobre o sistema responsável por cada campo. Evite corrigir no destino um valor que será sobrescrito pela origem.

Registre mudanças e testes relevantes. Esse histórico ajuda a localizar a causa quando o comportamento muda.

A integração deve ser administrada como parte da operação, não como uma configuração esquecida.

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Envie o catálogo com controle e validação

Importar produtos para a Tray usando um ERP exige mais que autenticar o canal. Defina o fluxo, revise os dados e teste a atualização e o pedido.

Comece com uma amostra, avance em lotes e preserve a correspondência entre os sistemas. Essa organização ajuda a reduzir duplicidades e correções posteriores.

O catálogo estará pronto quando a loja conseguir apresentar, vender e processar os itens de forma coerente.

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