As redes sociais fazem parte da rotina de compra dos brasileiros. Elas são usadas para descobrir produtos, pesquisar avaliações, comparar preços, conversar com vendedores e acompanhar marcas. Para uma loja virtual, portanto, estar presente nos canais certos pode aumentar o reconhecimento da marca, gerar tráfego e estimular vendas.
Entretanto, criar perfis em todas as plataformas não garante resultados. Cada rede social possui formatos, públicos e comportamentos próprios. Um vídeo que funciona no TikTok pode precisar de ajustes para o Instagram; um tutorial publicado no YouTube exige uma estratégia diferente de uma oferta enviada pelo WhatsApp.
Segundo o relatório Digital 2026: Brazil, produzido pelo DataReportal, o Brasil tinha aproximadamente 150 milhões de identidades de usuários de redes sociais em outubro de 2025. Isso correspondia a 70,4% da população brasileira. Entre o fim de 2024 e o fim de 2025, esse total cresceu cerca de 6 milhões.
O termo “identidades”, porém, merece atenção: uma pessoa pode possuir contas em várias plataformas. Além disso, alcance publicitário, usuários cadastrados, instalações e usuários ativos são indicadores diferentes. Por isso, os números não devem ser somados nem tratados como uma contagem exata de brasileiros.
Neste guia, você conhecerá as redes sociais mais usadas no Brasil e aprenderá como transformar cada uma delas em uma aliada do seu e-commerce.
Quais são as redes sociais mais usadas no Brasil?
Os levantamentos disponíveis colocam WhatsApp, YouTube, Instagram, Facebook e TikTok entre as plataformas de maior presença no país. LinkedIn, Kwai, Pinterest, Threads e X também podem ser relevantes, dependendo do público e do segmento da loja.
A pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box de 2025 revelou que o WhatsApp estava instalado em 99% dos smartphones pesquisados. O Instagram aparecia em 91% dos aparelhos, o Facebook em 76% e o TikTok em 46%.
O mesmo levantamento mostrou que 51% dos entrevistados consideravam o WhatsApp o aplicativo mais aberto durante o dia. Já o TikTok apresentou crescimento de 40% para 46% de presença nos smartphones em um ano.
Essas informações ajudam a entender o comportamento digital, mas não significam que toda loja deve investir igualmente em todos os canais.
Dados da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box 2025. Os percentuais indicam instalação nos smartphones pesquisados, e não usuários ativos mensais. O YouTube não aparece porque não integrou esse recorte divulgado.

1. WhatsApp: atendimento, relacionamento e recuperação de vendas
O WhatsApp ocupa uma posição especial porque está presente em praticamente toda a jornada de compra. O cliente pode tirar dúvidas, pedir fotos, confirmar disponibilidade, acompanhar a entrega e solicitar suporte depois da compra.
No e-commerce, prefira o WhatsApp Business. Ele oferece recursos como perfil comercial, catálogo, respostas rápidas, etiquetas para organizar conversas, mensagem de ausência e link direto para atendimento.
Entre as aplicações mais importantes estão:
- Recuperação de carrinhos abandonados com autorização do cliente;
- Atendimento antes e depois da compra;
- Envio de atualizações sobre pedidos;
- Divulgação de lançamentos para contatos que aceitaram receber mensagens;
- Organização dos clientes por etapa, interesse ou status do pedido.
Evite enviar promoções em massa sem consentimento. Além de prejudicar a reputação da empresa, essa prática pode gerar bloqueios e problemas relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados. O WhatsApp deve funcionar como um canal de relacionamento, não como uma fonte de mensagens indesejadas.
2. YouTube: conteúdo duradouro e demonstração de produtos
O YouTube combina entretenimento, pesquisa e educação. Diferentemente de uma publicação que desaparece rapidamente do feed, um bom vídeo pode continuar recebendo visualizações durante meses ou anos.
O DataReportal informa que o alcance publicitário do YouTube no Brasil, no fim de 2025, equivalia a 81,1% dos usuários de internet do país. Esse dado representa o público que poderia ser alcançado por anúncios, e não uma contagem confirmada de usuários ativos.
Uma loja de cosméticos pode publicar tutoriais; uma loja de eletrônicos pode produzir comparativos; uma marca de móveis pode ensinar montagem e decoração. Vídeos de unboxing, demonstrações, respostas a dúvidas e avaliações de clientes também ajudam a reduzir a insegurança antes da compra.
Inclua o link do produto na descrição, mencione benefícios reais e organize o canal em playlists. Para vídeos longos, crie títulos baseados nas dúvidas pesquisadas pelos consumidores. Já os Shorts podem ser utilizados para dicas rápidas, lançamentos e demonstrações.
3. Instagram: descoberta, prova social e construção de marca
O Instagram permanece como uma das plataformas mais importantes para lojas virtuais, especialmente nos segmentos de moda, beleza, decoração, gastronomia, joias, artesanato e produtos infantis.
Os principais formatos cumprem funções diferentes:
- Reels: alcance, entretenimento e descoberta;
- Carrosséis: educação, comparações e apresentação de benefícios;
- Stories: bastidores, ofertas, pesquisas e relacionamento;
- Lives: demonstrações, lançamentos e vendas ao vivo;
- Mensagens diretas: atendimento e negociação.
Não transforme o perfil em uma sequência de fotografias de produtos com preço. Misture conteúdos que ensinem, inspirem, tirem dúvidas e mostrem pessoas utilizando os itens.
Um bom Reel pode apresentar o problema nos primeiros segundos, demonstrar o produto e terminar com uma chamada simples: “Veja as cores disponíveis no link da bio”. A página de destino deve abrir rapidamente no celular e levar o visitante diretamente ao produto mostrado.
4. Facebook: anúncios, comunidades e públicos maduros
Apesar da concorrência de plataformas mais recentes, o Facebook continua relevante. Na pesquisa Mobile Time/Opinion Box, a presença do aplicativo era maior entre pessoas com 50 anos ou mais: 86%, contra 63% entre participantes de 16 a 29 anos.
Isso torna a plataforma especialmente interessante para marcas que atendem consumidores maduros, famílias e mercados regionais. Grupos também podem aproximar pessoas interessadas em hobbies, maternidade, decoração, jardinagem, culinária ou atividades profissionais.
Outro benefício é sua integração ao ecossistema de anúncios da Meta. Com o Gerenciador de Anúncios da Meta, a loja pode criar campanhas para Facebook e Instagram, testar públicos e fazer remarketing.
Instale corretamente a Meta Pixel e, quando possível, a API de Conversões. Assim, será mais fácil acompanhar visitas, adições ao carrinho, compras e retorno do investimento.
5. TikTok: descoberta, vídeos nativos e tendências
O TikTok ganhou espaço principalmente pela capacidade de gerar descoberta. Segundo a pesquisa citada anteriormente, sua presença era de 61% nos smartphones de entrevistados entre 16 e 29 anos, diante de 42% no grupo de 30 a 49 anos e 41% entre pessoas com 50 anos ou mais.
Isso não significa que a plataforma seja exclusiva dos jovens. O ponto principal é produzir conteúdo com linguagem natural, ritmo ágil e forte apelo visual.
Em vez de publicar somente anúncios tradicionais, experimente:
- Demonstrações rápidas;
- Antes e depois;
- Bastidores da produção;
- Dicas relacionadas ao produto;
- Comparações;
- Reações de clientes;
- Conteúdo produzido por consumidores e criadores.
As tendências podem aumentar o alcance, mas devem fazer sentido para a marca. Participar de todos os memes pode enfraquecer o posicionamento. Use o TikTok Creative Center para observar tendências, músicas, criativos e anúncios populares.
6. LinkedIn: vendas B2B e autoridade profissional
O LinkedIn não costuma ser a primeira escolha de um e-commerce direcionado ao consumidor final. Entretanto, pode ser valioso para atacadistas, fornecedores, fabricantes, empresas de brindes, softwares e lojas que vendem para outros negócios.
Publique estudos de caso, novidades da empresa, dados do setor, bastidores da operação e conteúdos educativos. Os colaboradores também podem ampliar a visibilidade da marca compartilhando experiências reais.
Nesse canal, o objetivo geralmente não é realizar uma venda imediata. O foco está em construir confiança, conquistar parceiros e gerar oportunidades comerciais qualificadas.
7. Pinterest: inspiração com intenção de compra
O Pinterest funciona como um mecanismo de descoberta visual. É especialmente útil para moda, decoração, casamento, beleza, artesanato, gastronomia, papelaria e projetos “faça você mesmo”.
Crie imagens verticais, use títulos claros e adicione links para categorias ou produtos da loja. Em vez de publicar apenas a fotografia isolada, mostre o item em um contexto de uso: um look completo, uma mesa decorada ou um ambiente organizado.
Como as publicações podem continuar sendo encontradas com o passar do tempo, o Pinterest favorece conteúdos inspiracionais e sazonais planejados com antecedência.
Gráfico editorial da DevRocket. As classificações representam recomendações estratégicas, não estatísticas oficiais.

A tabela mostra por que não existe uma única “melhor rede social”. TikTok e Instagram podem apresentar a marca; YouTube ajuda o comprador a avaliar; WhatsApp responde às dúvidas finais; e a loja virtual conclui a transação.
Como escolher as redes sociais certas para sua loja?
Comece respondendo três perguntas:
- Onde o público da loja passa mais tempo?
- Qual formato a equipe consegue produzir com qualidade?
- Qual plataforma contribui para a meta atual?
Uma pequena empresa não precisa administrar sete perfis. É melhor manter dois canais bem cuidados do que publicar esporadicamente em todos.
Uma loja de moda pode concentrar esforços no Instagram, TikTok e Pinterest. Uma empresa B2B provavelmente encontrará mais oportunidades no LinkedIn, YouTube e WhatsApp. Já uma marca direcionada a consumidores maduros pode combinar Facebook, YouTube e WhatsApp.
Analise também seus próprios dados. Informações gerais sobre o Brasil ajudam no planejamento, mas não substituem Google Analytics, relatórios da plataforma de e-commerce e histórico de vendas.
Adapte o conteúdo em vez de simplesmente republicá-lo
O mesmo assunto pode ser reaproveitado, mas o formato precisa respeitar a plataforma. Um tutorial de oito minutos no YouTube pode originar três Reels, um carrossel, vários Stories e uma mensagem curta no WhatsApp.
No TikTok, vá direto ao ponto. No YouTube, explique com profundidade. No Instagram, valorize o aspecto visual. No LinkedIn, conecte o tema a resultados comerciais. No WhatsApp, converse de maneira pessoal e objetiva.
Adaptação também envolve legenda, proporção, capa, duração e chamada para ação. Evite publicar vídeos com a marca-d’água de outra rede, pois isso transmite pouca atenção ao canal.
Rede social não substitui uma loja virtual
Vender apenas pelo direct ou WhatsApp pode funcionar no começo, mas torna a operação difícil de controlar. Pedidos podem se perder nas conversas, o estoque fica desatualizado e o cliente não consegue comprar sozinho a qualquer horário.
A loja virtual centraliza produtos, pagamentos, fretes, estoque e dados. As redes sociais devem levar o consumidor para esse ambiente próprio.
Para estruturar essa operação, a Nuvemshop oferece 25% de desconto com o cupom PARTNER-NUVEM-8914, conforme as condições vigentes da parceria. Antes de contratar, confira elegibilidade, planos participantes e validade da promoção.
Na logística, novos usuários elegíveis podem utilizar o cupom DEVROCKET20 no Melhor Envio para obter 20% de desconto nos primeiros dez envios. Como campanhas podem mudar, confirme as regras antes da utilização.
Quais métricas acompanhar?
Curtidas ajudam a identificar aceitação, mas não mostram sozinhas o retorno comercial. Acompanhe:
- Alcance e visualizações;
- Retenção dos vídeos;
- Cliques para a loja;
- Custo por clique;
- Conversas iniciadas;
- Adições ao carrinho;
- Taxa de conversão;
- Receita por canal;
- Custo de aquisição de cliente;
- Retorno sobre o investimento em anúncios.
Use links com parâmetros UTM e configure os eventos de compra. Assim, você poderá identificar quais campanhas realmente geram receita.
Modelo simples de calendário semanal
Uma operação pequena pode começar com quatro conteúdos:
- Segunda-feira: dica ou solução para uma dúvida;
- Quarta-feira: demonstração ou bastidor;
- Sexta-feira: prova social ou avaliação de cliente;
- Sábado: oferta, conjunto de produtos ou lançamento.
Stories e atendimento podem ocorrer durante a semana. Depois de 30 dias, compare formatos, temas, cliques e vendas. Mantenha o que funciona e ajuste o restante.
As redes sociais mais usadas no Brasil oferecem oportunidades diferentes para o e-commerce. WhatsApp aproxima e atende; YouTube educa; Instagram constrói desejo; Facebook alcança comunidades e públicos maduros; TikTok favorece descoberta; LinkedIn gera oportunidades B2B; e Pinterest inspira pesquisas e compras futuras.
O melhor resultado surge quando esses canais trabalham conectados a uma loja virtual rápida, segura e fácil de comprar. Em vez de perseguir seguidores em todas as plataformas, escolha as redes alinhadas ao público, produza conteúdo adequado e acompanhe as métricas ligadas à receita.
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